Da educação infantil para o fundamental: o novo capítulo da infância e o papel da escola nessa transição

A passagem do G5 para o 1º ano é um marco na vida da criança. Entenda o que observar ao escolher a escola e como um ambiente acolhedor faz toda diferença nesse momento.

Todo fim de ciclo carrega um começo. E, quando falamos sobre a passagem do G5 para o 1º ano do ensino fundamental, não estamos apenas trocando salas, professores ou livros. Estamos falando de um momento simbólico, talvez o primeiro grande marco da vida escolar de uma criança.

Nesse processo, o que mais importa não é o tamanho da mochila nem o caderno de linhas, mas o quanto o novo ambiente entende e respeita o tempo da infância.

Com 35 anos de história, os professores do Colégio Villa Lobos frisa que essa transição precisa ser vivida com delicadeza. A criança que chega ao 1º ano ainda carrega muito do universo lúdico da educação infantil, e é justamente isso que constitui sua forma mais genuína de aprender.

A travessia: entre o brincar e o aprender formal

Segundo Paulo Freire, “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou construção”. Esse pensamento resume o desafio que o 1º ano impõe: permitir que a curiosidade e a criatividade, tão presentes no brincar, continuem sendo motores da aprendizagem, mesmo dentro de um novo formato de ensino.

É natural que o currículo se torne mais estruturado, que a alfabetização entre mais em cena e que a criança comece a lidar com novas responsabilidades. Mas a escola que compreende o desenvolvimento infantil não transforma essa mudança em ruptura. Ela promove uma travessia, que deve ser feita com acolhimento, escuta e continuidade.

O que os pais devem observar na escolha da nova escola

Escolher o ambiente escolar certo nessa fase é uma decisão que vai muito além da infraestrutura. Os pais podem observar alguns aspectos fundamentais:

  • Continuidade pedagógica: a escola deve garantir uma transição gradual entre a educação infantil e o ensino fundamental, sem antecipar conteúdos ou eliminar o espaço do brincar.
  • Acolhimento emocional: a adaptação não é apenas da criança, mas também da família. Uma boa escola orienta os pais, acolhe as inseguranças e estabelece uma relação de confiança.
  • Formação docente: professores do 1º ano precisam compreender profundamente o desenvolvimento infantil, respeitando o ritmo de cada aluno e valorizando suas conquistas cotidianas.
  • Ambiente de pertencimento: o espaço escolar deve ser pensado para a criança, em escala, linguagem, cor e afetividade.

Esses são os pilares que sustentam uma transição segura e significativa.

No Colégio Villa-Lobos, aprender é continuar sendo criança

Aqui, acreditamos que o aprendizado transforma vidas. Nosso projeto pedagógico integra o lúdico ao conhecimento formal, garantindo que cada criança se reconheça no processo de aprender.

No 1º ano, o brincar ainda é uma linguagem. As descobertas, ainda que mais estruturadas, seguem partindo da curiosidade, da interação e do encantamento com o mundo. Trabalhamos com propostas investigativas, projetos interdisciplinares e metodologias que valorizam o protagonismo infantil, porque sabemos que o verdadeiro aprendizado nasce do interesse genuíno.

O ingresso ao ensino fundamental não deve significar o fim da infância, mas a ampliação de seus horizontes. Dessa forma, nossa escola não apenas alfabetiza. Ela forma seres humanos curiosos, confiantes e capazes de construir sentidos para o que aprendem.

Como escreveu Freire, “a leitura do mundo precede a leitura da palavra”. E é essa leitura do mundo, feita de experiências, perguntas, afetos e descobertas, que o Colégio Villa-Lobos busca preservar em cada etapa do desenvolvimento infantil.

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